AÇÃO: Fluxo-Espaço-Ocupação

FLUXO ESPAÇO OCUPAÇÃO

ABERTURA DE EXPOSIÇÃO:
04.12.2010, das 16 as 20h. aberto ao público

EXPOSIÇÃO ABERTA À VISITAÇÃO:
07.12 a 22.12.2010 / 11.01 a 29.01.2011
terça a sábado das 12 às 18h.

FLUXO no lugar, na cidade, na rua. Fluxo propicia a constituição de relações com o que vivo e compartilho com o outro e com o mundo. Lugar de convívio e passagem. Contato e ação ativados no corpo, nas trocas e construções. “Uma regra a todo instante recriada, existindo apenas na paixão do homem que, a todo instante, adere a ela, num encontro luminoso.” (ZUMTHOR)

ESPAÇO relação entre objetos e ações, o uno e múltiplo, individual e coletivo, sociedade e paisagem. A matriz para novas ocupações numa construção de situações ativas entre objetos e seus significados no presente. Experiência única e coletiva se materializa naquilo que é próprio de cada indivíduo em ação.”
Síntese, sempre provisória e sempre renovada, das contradições e da dialética social.” (SANTOS)
“O espaço não é jamais inocente” (BESSE).

OCUPAÇÃO experiência que instaura ambientes e relações, proposta que possibilita uma nova orientação do olhar sobre territórios, sobre as pessoas, sobre o lugar. Evidência, sobreposição e contaminação da rua, do corpo, da cidade. A ocupação se oferece como um convite para a re-atualização do enunciado, seja ele corpo ou paisagem. Matéria que opera sobre o homem, seu modo de vida e percepção do mundo. Designa “uma ação em curso mas que jamais será dada como acabada” (ZUMTHOR)

Fluxo – Espaço – Ocupação é a exposição que apresenta o resultado dos processos, trabalhos e pesquisas poéticas desenvolvidas no decorrer da residência dos artistas brasileiros – Fernanda Regaldo e Roberto Andrés, Grupo Passo, Isabela Prado, Paulo Nazareth, Pedro Motta, Pedro Veneroso. A mostra traz também a produção dos residentes estrangeiros que integraram essa segunda etapa do Programa – Marco Ugolini, Sarawut Chutwongpeti, Geraldine Juarez e Magnus Eriksson. Enquanto programa que se dedica à investigação a partir de um lugar – o Jardim Canadá – os artistas atuaram como o cartógrafo que, segundo Suely Rolnik, “mergulhado nas intensidades de seu tempo e, atento às linguagens que encontra, devore as que lhe parecerem elementos possíveis para a composição das cartografias que se fazem hoje necessárias.”

 

JANAÍNA MELO, curadora

ROLNIK, Suely. Cartografia Sentimental. Transformaçoes contemporâneas do desejo. Porto Alegre: UFRGS, 2007, p.67.

SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. São Paulo: EDUSP, 2008, p. 89.

ZUMTHOR, Paul. Performance, Rercepção, leitura. São Paulo: Cosac Naify, 2007, p. 33.

BESSE, Jean-Marc. Ver e terra: seis ensaios sobre a paisagem e a geografia. São Paulo: Perspectiva, 2006, p. 10.

#dicaseeventos

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