OS MIL NOMES DE GAIA

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Colóquio Internacional
Os Mil Nomes de Gaia: Do Antropoceno à Idade da Terra
De 15 a 19 de setembro de 2014
Local: Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro

http://osmilnomesdegaia.eco.br/

Realização:
Departamento de Filosofia da PUC-Rio
PPGAS do Museu Nacional – UFRJ

Há um sentimento crescente na cultura contemporânea de que a “humanidade” e o “mundo” — a espécie e o planeta, as sociedades e seus ambientes, mas também o sujeito e o objeto, o pensamento e o ser — entraram, já faz algum tempo, mas apenas agora com uma evidência cada vez mais difícil de ignorar, em uma conjunção cosmológica nefasta, associada frequentemente aos nomes controversos de Antropoceno e Gaia. O primeiro termo designaria um novo tempo, ou antes um novo conceito e uma nova experiência da temporalidade, nos quais a diferença de magnitude entre a escala da história humana e as escalas cronológicas da biologia e das ciências geofísicas diminuiu dramaticamente, senão mesmo tendeu a se inverter, com o “ambiente” mudando mais depressa que a “sociedade” e o futuro próximo se tornando, com isso, cada vez mais imprevisível e ominoso. O segundo, “Gaia”, nomearia uma nova maneira de ocupar e de imaginar o espaço, chamando a atenção para o fato de que nosso mundo, a Terra, tornado, de um lado, subitamente exíguo e frágil, e, de outro lado, suscetível e implacável, assumiu a aparência de uma Potência ameaçadora que evoca aquelas divindades indiferentes, imprevisíveis e incompreensíveis de nosso passado arcaico. Imprevisibilidade, incompreensibilidade, sensação de pânico diante da perda do controle, e talvez mesmo de perda da esperança: eis o que são certamente desafios inéditos para a orgulhosa segurança intelectual e o destemido otimismo histórico da modernidade. O título do colóquio, Os Mil Nomes de Gaia: do Antropoceno à Idade da Terra, faz assim referência a estes dois conceitos emblemáticos dentro do que chamaríamos de pensamento contemporâneo da crise.

“Você sua minha cidade, eu sujo sua cara” – COMPÓS 2014

“VOCÊ SUJA MINHA CIDADE, EU SUJO SUA CARA”: práticas de escrita urbana sobre a propaganda política

Laura Guimarães Corrêa, Tiago Barcelos Pereira Salgado

Resumo: Neste artigo, problematizamos o fenômeno das práticas de escrita urbana realizadas por sujeitos comuns sobre peças de propaganda política de candidatos/as a cargos públicos. Analisamos algumas dessas intervenções de contrapropaganda, sob a forma de texto e/ou de imagem, publicadas no site de rede social Facebook e a reconstrução de sentido nos novos discursos produzidos. As imagens selecionadas integram o perfil “Você suja minha cidade, eu sujo sua cara”, que protesta contra a propaganda política ilegal no espaço urbano por meio da derrisão e da subversão de sua função comunicativa original. A observação das peças e dos sentidos compartilhados nessas interações visuais suscita reflexões sobre o caráter apartidário do movimento e sobre a descrença na propaganda política, na democracia representativa e na classe política de modo geral. 

Palavras-Chave: Comunicação Visual. Crença. Intervenções urbanas. Propaganda política. 

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